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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Claudia Raia desabafa após três meses de divórcio: "Minha história com Edson nunca vai acabar"

Claudia Raia, 43 anos, chegou ao Studio do Cais, na zona portuária do Rio de Janeiro, toda animada e sorridente, bem ao estilo Jaqueline de Ti-Ti-Ti. ''Essa personagem foi um presente. Às vezes, vou me arrastando para o trabalho, de cansaço emocional. Mas sou muito alegre, mesmo quando estou numa fase triste'', diz Claudia, ao começar a contar como está a vida três meses após o fim do casamento de 16 anos com Edson Celulari, 52.

Cinco quilos mais magra, ela propôs a CONTIGO! um ensaio inspirado na diva do cinema italiano Sophia Loren. ''Minha filha se chama Sophia por causa dela. E olhe como ela é a cara do Edson. Principalmente os olhos'', pontuou a atriz, que falou o tempo inteiro do ex-marido, e com muito carinho.

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A perda de peso foi emocional? Eu como mais quando não estou bem. Mas emagreci mesmo porque mudei minha alimentação completamente. Estou com uns 68 quilos. Na época de A Favorita, estava com uns 75, por aí. Diziam que eu estava grávida e eu estava gorda (risos). Não tinha tempo para nada, nem para o cooper no Projac, que é o que faço quando não dá tempo para nada. Depois da novela, emagreci em dois meses. E agora perdi mais uns 5 quilos. Parei de comer carne vermelha há dois meses. É inacreditável, porque ninguém era mais carnívora do que eu. Quando era adolescente, comia bife no café da manhã.

Jaqueline a obrigou a ficar mais bonitona? Mais que isso, Jaqueline me dá alegria e me levanta todo dia. Às vezes, vou me arrastando para o Projac, com cansaço emocional. É uma carga muito grande cuidar da casa, dos filhos, das transformações... Mas, quando eu chego lá, ela me dá uma alegria, um despudor, uma sensação de que posso tudo.

E agora você é sempre essa alegria? Claro que chorei e todo mundo chorou. Mas continuo sendo uma pessoa feliz. Eu não tenho o chip da melancolia. Eu gosto de viver, sabe?

Mas você disse que está numa fase triste. Ah, com certeza. Uma fase de transformação, uma fase de um amor enorme que se transforma em alguma outra coisa. Isso dói muito, desmonta um pouco o castelinho. Minha transformação está em aprender a viver sem ele (Edson). Quer dizer, sem ele como marido. Porque a gente está toda hora junto. Não tem como, a gente se adora. Edson é uma das pessoas mais incríveis que conheci na minha vida. Tenho um orgulho danado de ele ser pai dos meus filhos e de ter dividido minha vida com ele durante 17 anos.

Foi uma decisão sua ou dele? Dos dois.

Já assinaram o divórcio, chamaram advogado? Ainda não, está indo tudo muito no seu tempo. É tudo muito difícil e essas coisas são delicadas. Mas a gente não tem pressa.

Separar deu uma sensação de alívio? Com certeza é uma renovação. Mas não estou começando uma vida ''uhu!'' Não estou no momento de celebrar. Estou recolhida no meu canto, agarrada a meus filhos. Vou de casa para o trabalho e do trabalho para a casa. Não acho isso nenhum mérito. Sou festeira e só não tenho ido a nenhum lugar porque não tenho vontade. Não estou procurando nada, só ficar em cima das minhas pernas.

Você sempre foi caseira? Muito. Sou campineira, do interior. Mas sou muito brincalhona, doida, de séria não tenho nada. Mas é tudo disciplinado. Meus filhos têm horário para dormir, para comer. Sou conservadora na estrutura, as loucuras vêm pelas beiradas. Gosto de família.

Mas então, por que se separou? Perguntei isso várias vezes para mim, para ele. Esse porquê que as pessoas querem saber não existe. Por que toda separação tem de ter um barraco? Não teve. As coisas mudam, se transformam. Ou você fica parada, paralisada, fingindo que está vivendo alguma coisa, ou você transforma aquilo numa outra coisa, que é o que a gente está tentando fazer. Se é fácil? Não.

Mas está tentando transformar em amizade? Estamos transformando uma vida de marido e mulher em uma vida de companheiros. Uma história tão bonita não poderia acabar. E não poderia acabar mal. Minha história com Edson nunca vai acabar.

Morar em casas separadas era necessário. Era. Isso é uma coisa que a gente vem conversando há muito tempo, desde o ano passado, como duas pessoas civilizadas e inteligentes. Mas a gente não estava separado há um ano. E vamos ver como vai ficar. Estamos indo com muito carinho, é o que tenho a dizer.

Você está ajudando ele a montar a casa nova? Não, porque acho que a gente precisava ficar independente. A gente era muito grudado, um era muito o outro.

Como seus filhos encararam a separação? Vocês conversaram com eles aos poucos? Não. A gente esperou ter certeza absoluta para não desgastar ninguém. Ninguém sabia, nem mãe. Meus filhos me ajudam muito. Enzo é um companheirão, Sophia também. Claro que não é fácil para eles também. Não vamos deixar nunca de ser uma família. É uma grande história de amor. Se alguém fala que não deu certo, não entendo. Deu certo demais. Tem pessoas que passam uma vida sem dar certo nem um terço do que a gente deu nesses 17 anos.

Mas isso vale enquanto você não tem ninguém nem ele...
Eu, pelo menos, não tenho espaço para isso ainda. E acho muito difícil alguém conseguir interferir nessa relação. É eterna, tenho dois filhos com ele. Mas agora estou fechadíssima para qualquer coisa. Não quero nada, só quero ficar com meus filhos, trabalhar, me curar. Ah, estou livre. Mas não estou carente.

Nem de sexo? Não. Minha mulher está amordaçada numa árvore com uma fucinheira de escrava Anastácia (risos).

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